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XXI Encontro Pedagógico do UNIFSA começou nessa segunda-feira (22/01)


Com o tema “Docência no Ensino Superior mediada pela Pedagogia Ativa: Desafios e Perspectivas”, o Centro Universitário Santo Agostinho (UNIFSA) deu início ao XXI Encontro Pedagógico nesta segunda-feira (22/01), às 18 horas, no Auditório Manoel Cipriano Lira. Participaram do evento, a Reitora do UNIFSA, Yara Maria Lira e Silva; a Pró-Reitora de Ensino, Antonieta Lira e Silva e Pró-Reitor Administrativo e Financeiro, Átila de Melo Lira.

O encontro é um espaço de reflexões e debates de vivências didático-pedagógicas voltado para os docentes do UNIFSA. A conferência de abertura dará o tom do evento, voltado para a discussão das mudanças desencadeadas pelas metodologias ativas.

Na abertura do evento, a Reitora do UNIFSA, Yara Maria Lira Paiva e Silva, destacou as mudanças pelas quais a IES passou no último ano, em decorrência de seu investimento na qualidade de Ensino e no compromisso social da instituição de ensino. “Nossa migração para Centro Universitário desencadeará uma reestrutura administrativa e acadêmica. E a mudança passa por nossa identificação: somos, agora, o UNIFSA – Centro Universitário Santo Agostinho”, disse.



A Pró-Reitora de Educação do UNIFSA, Antonieta Lira e Silvam destacou, em seu discurso, que um dos desafios atuais no Ensino Superior é conceber e implementar sistemas de ensino capazes de prover uma formação profissional em sintonia com tempos de mudanças tecnológicas cada vez mais intensas e surpreendentes. Ela ressaltou a importância das metodologias ativas, tema do Encontro Pedagógico. “Trata-se de um processo de reinvenção da educação, que envolve transformações nos conteúdos, na forma e nas relações entre docentes e discentes, dentro dos espaços educativos”, explica.



A Profª. Dra. Iara Xavier, Titular do Conselho Consultivo do Programa de Aperfeiçoamento dos Processos de Regulação e Supervisão da Educação Superior – CC-PARES/MEC, ministrou a palestra com o tema “Ser Centro Universitário no Panorama Atual do Ensino Superior”.

Enfermeira e Doutora em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública da FIOCRUZ, Iara Xavier é professora em cursos de graduação e pós-graduação stricto sensu na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Tem uma vasta experiência no campo da Avaliação Institucional de Cursos de Graduação no INEP/MEC, função que atuou, como Coordenadora Geral entre 2004 e 2006, sendo, atualmente, Diretora Técnica da ABRAFI e Assessora do Diretor Presidente da ABMES.



A conferencista falou sobre o panorama atual do Ensino Superior, informando que o Brasil ainda não atingiu a meta de 30% da população brasileira com acesso ao Ensino Superior, mal superando os 10%. “Esse percentual é uma vergonha para todos nós, brasileiros”, explica. Segundo ela, recentemente, o Ministério da Educação mudou parte de seus documentos oficiais, como Decretos e Portarias, para favorecer que se alcancem as metas estabelecidas. “Eles pegaram todas as metas que estão no Plano Nacional para a Educação Superior e foram cruzando, fazendo uma análise dos decretos e portarias que emperravam se chegar naquelas metas”. Segundo Iara Xavier, o nível de escolaridade do Brasil não chega perto da Argentina, o segundo país com o índice mais baixo de analfabetismo da América Latina. “Vou dar um exemplo do Canadá. O nível de escolaridade desse país, na Educação Superior, é de 98%; Estados Unidos, é 85% do nível de escolaridade em nível superior. E o Brasil não consegue sair dos 10%. E o que estou querendo dizer: 10% da população de 18 a 24 anos tem curso superior. Mas quebrando por gênero, sexo, etnia, classe social, dos 10%, veremos brancos, de classe social A e B, morando, em sua maioria, no sudeste. Não é a toa que o Sudeste tem aquela quantidade de IES. Das mais de 2 mil instituições de ensino superior do país, o Sudeste fica com mais da metade”, diz. Segundo ela, os índices podem ser ampliados se houver um maior investimento na Educação no Brasil.

Segundo ela, para se inserir nas demandas do Século XXI, os projetos das instituições têm que se revisitados. “E não só os Programas de Desenvolvimento Institucional, mas os Projetos Pedagógicos, para inserir as novas metodologias, inclusive, com base nas metas do Plano Nacional de Educação”, explica.

A programação ocorre até o dia 24 de janeiro, envolvendo uma grande programação constituída de palestras, mesas acadêmicas, relatos de experiências e oficinas pedagógicas promovidos pelo Núcleo de Apoio Pedagógico. De acordo com a Coordenadora do Núcleo, professora Maria Monteiro o encontro pedagógico “oportunizará aos docentes do UNIFSA uma análise de sua prática sob a ótica de Centro Universitário, tendo como suporte a abordagem interdisciplinar e das metodologias ativas tendo em vista o planejamento e ação em busca da qualidade do processo de ensino e aprendizagem”, ressalta.



Confira a programação completa: XXI Encontro Pedagógico 2018.1


 
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