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XIX Encontro Pedagógico da FSA aborda as implicações entre o ensinar e o aprender


A programação do XIX do Encontro Pedagógico da FSA, nesta quarta-feira, no auditório, começou às 18h com a apresentação do Processo de Avaliação Institucional na FSA, apresentada pela professora Ma. Mônica Maria Lima Fialho Alcântara. A presidente da Comissão Própria de Avaliação explicou os mecanismos de avaliação utilizados na Faculdade Santo Agostinho.

2017-01-25 18.40.13Em seguida, iniciou a palestra “Relações de Parceria no Trabalho Pedagógico: implicações no ensinar e aprender”, com a professora ma. Patrícia Melo do Monte, que foi apresentada pelo prof. Me. Edjofre Coelho de Oliveira. “Como professores, procuramos saber o que nosso aluno de graduação, seja de qual curso for, precisa estar preparado para atuar, de forma crítica e responsável, no mercado de trabalho. Então, esse processo de intervenção, como está sendo feito? O nosso aluno, ao final de quatro, cinco anos, de fato, capaz de fazer essa relação entre a realidade prática, eficiente naquilo que o curso o possibilita fazer?”, questionou o professor Edjofre. Segundo ele, é necessário que a relação se estabeleça em outra perspectiva, que não “reproduzir”, meramente, o conhecimento.

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A Professora Patrícia Monte iniciou sua palestra abordando as interações entre o “eu” e o “tu” na relação pedagógica. É uma relação de trabalho e de parceria, que se constitui em diversos meios educacionais, mas falaremos de forma mais específica, como ocorre essa relação entre professor e aluno no Ensino Superior. Vamos pensar nas implicações dessa relação no ambiente de aprendizagem, tanto o desenvolvimento em nível pessoal como em nível profissional”, explicou. A professora, que é psicóloga e neste momento, concluindo um doutorado na área de Educação, revela que nos encontros cotidianos, entre professores, é comum discutir a relação com o “outro”, motivo pelo qual, a sua fala foi permeada de experiências dessa vivência em sala de aula. “Precisamos pensar nesse tema de parceria, de certa forma, vai se modificando, a partir do momento em que o sujeito vai adquirindo diferentes níveis de conhecimento. Por isso, precisamos pensar em como o ‘encontro’ é importante, para a vida humana, o quanto que é necessário esse contato, a relação do ‘eu’ com o ‘outro’. É a partir do encontro com o outro, que o sujeito sobrevive”, disse. Entre as relações estabelecidas, ela cita a relação entre o professor e o aluno. “Como disse, as relações vão se modificando À medida em que eu acerto o outro, o outro vai me acertando também. Vamos transformando o meio  e também vamos sendo transformados por ele. E é nessa perspectiva que estamos trabalhando”, explicou, referindo-se ao processo de alteridade. “Nesse contato com o outro, vamos nos reconhecendo, e nos constituindo como pessoas no mundo, nos humanizando. A partir dessas relações sociais, que me constituo enquanto indivíduo, que eu me diferencio, que vou me constituindo como ser único, , que vou me constituindo como ser singular. Mas a todo momento, vão surgindo dúvida e questionamentos, sobre essa condição do ser: quem eu sou mesmo? Para onde vou, qual o sentido da existência. E esses questionamentos permanecem por toda vida, embora estejam continuamente se transformando”, disse.

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Também tiveram início as oficinas realizadas no XVIII Encontro Pedagógico da FSA que, por sua vez, têm o objetivo de corroborar com o projeto de formação continuada do corpo docente da instituição, contribuindo para a atualização das práticas pedagógicas e ampliando a visão sobre o planejamento educacional. A primeira delas, intitulada de “A prática pedagógica interdisciplinar como ferramenta de mediação do conhecimento e desenvolvimento das habilidades discentes” foi ministrada pelas professoras Maria Monteiro e Jovina da Silva, com público-alvo formado pelos professores e coordenadores dos cursos de saúde da instituição.



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De acordo com a professora Jovina, o objetivo da oficina é oportunizar ao corpo docente a apropriação de habilidades interdisciplinares na elaboração e execução do planejamento no processo de ensino aprendizagem, além de articular saberes e competências com a prática docente interdisciplinar, conforme os parâmetros e condições estratégicas para exercer com excelência o papel de mediador no processo de construção de conhecimento. A professora Maria Monteiro reforça que a oficina também procura inserir propostas didático-pedagógicas de acordo com os conteúdos e habilidades das diversas disciplinas, buscando um processo de ensino aprendizagem que viabilize integração de conhecimentos, em conformidade com o que preconiza os documentos institucionais da FSA.


 
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