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PIBIC UNIFSA: pesquisadores avaliam a respiração de atletas da seleção piauiense de vôlei

O Projeto Viva Vôlei do Centro Universitário Santo Agostinho é um plano de ação multidisciplinar entres os cursos de Fisioterapia e Nutrição, que tem o objetivo de atuar em suas especificidades para melhorar o desempenho dos atletas de várias categorias da seleção estadual da modalidade. As atividades, desenvolvidas no Serviço Escola Integrado de Saúde Carolina Freitas Lira (SIS) do UNIFSA, são realizadas como uma intervenção prática de acompanhamento aos atletas, mas, além disso, também são utilizadas para pesquisas acadêmicas, propondo trazer mais fundamentação para a prática clínica por meio de evidências científicas. O curso de Fisioterapia, por exemplo, trabalha em diversas frentes, desde o tratamento e prevenção de lesões até a postura e potência respiratória dos atletas.


A respiração é um ponto fundamental para o bom rendimento do atleta e afeta diretamente sua performance. Conforme a importância dessa questão para o treinamento e resultados, os pesquisadores Prof. Dr. João Batista Raposo Mazullo Filho e os estudantes de Fisioterapia, Jeysson Rodrigues Morais e Eduardo Kellyton de Oliveira Costa realizaram a pesquisa “Avaliação da capacidade funcional respiratória e treinamento muscular inspiratório de atletas de vôlei” no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) do UNIFSA. O trabalho foi realizado com a categoria de base da seleção piauiense de vôlei e foram feitos testes para acompanhar o ciclo de treinamento para competição, que dura, em média, três meses.


O professor explica que no início do ciclo foi realizada uma avaliação e um monitoramente durante até chegar ao comparativo com a avaliação final, sempre pontuando os impactos da funcionalidade respiratória, por meio dos aparelhos: manuovacuômetro, dinamômetro e peak flow. O estudo clínico foi realizado com 20 atletas de vôlei com idade média de 15 anos, participantes efetivos das seleções de base do Piauí, que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).  Após a coleta de dados, os achados da avaliação foram colocados em forma de tabela no programa Excel da Microsoft e os procedimentos estatísticos foram realizados por meio do software SPSS 15.0.


Os pesquisadores pontuam que a atuação do sistema respiratório durante o treinamento físico objetiva essencialmente a oxigenação do sangue e a remoção do gás carbônico. Desta forma a avaliação da função pulmonar, durante e após o exercício foram medidos com finalidade de analisar a capacidade funcional respiratória e o trabalho da musculatura responsável pela mecânica ventilatória. “Os resultados obtidos em nosso estudo apontaram que o ciclo de treinamento dos atletas de vôlei com predominância na musculatura periférica, mostrou-se importante no aumento da força muscular inspiratória (PImáx) e resistência física, onde apresentou correlação entre a força muscular inspiratória (PImáx) e a preensão palmar dos membros superiores direito dos atletas, sendo a mão predominante para o movimento de ataque dos atletas”, pontua o estudante Jeysson Morais.


Outro resultado interessante em que os pesquisadores chegaram, foi o de que o ciclo de treinamento periódico tem sido uma alternativa para aprimorar a performance e minimizar desgaste físico entre os atletas, melhorando a eficiência ventilatória e diminuindo a sensação de dispnéia (falta de ar ou desconforto para respirar) durante a execução das atividades competitivas.  “Ou seja, os atletas avaliados obtiveram melhora na capacidade funcional respiratória após o ciclo de treinamento da seleção de base de voleibol do Piauí, o que constatamos através da avaliação da pressão inspiratória máxima, através do aumento da força muscular inspiratória demonstrada pelo aumento estatisticamente significativo da PImáx e pela diferença estatística do pico de fluxo expiratório”, esclarece Eduardo Costa.


Os pesquisadores são unânimes em ressaltar a pretensão em dar seguimento aos estudos, no entanto com uma amostragem mais ampla, uma vez que quanto maior o número de realização e comparação dos testes, maior a sua relevância científica. “Os resultados alcançados com o trabalho foram super satisfatórios, apresentamos resumos em congressos e simpósios da área e sempre com uma recepção positiva do que construímos. Esses resultados também são importantes para as estratégias de treinamento da seleção piauiense de vôlei, tanto que já conseguimos vivenciar a melhoria dos atletas acompanhados pelo Projeto, individualmente uns atletas foram convocados para a seleção nacional e coletivamente tivemos equipes que subiram de categoria no ranking”, finaliza o Prof. João Mazullo.



 
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