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PIBIC UNIFSA: pesquisadoras analisam a produção científica no curso de Engenharia de Produção do UNIFSA




A ascensão da Engenharia de Produção ocorreu ao longo do século XX, em razão da necessidade de métodos e técnicas de gestão dos meios produtivos em um cenário de constante evolução tecnológica e mercadológica. A Engenharia de Produção abarca o desenvolvimento do projeto, a implantação, a operação, a melhoria e a manutenção de sistemas produtivos integrados de bens e serviços, envolvendo mão de obra, materiais, tecnologia, informação e energia. Nesse sentido, a Engenharia de Produção se caracteriza como grande área do conhecimento, contemplando dez subáreas.





No Centro Universitário Santo Agostinho, o curso foi implantando em 2008 e, de acordo com as orientações pedagógicas do Projeto Pedagógico Institucional – PPI, o curso atua para construir um saber ativo relacionado à produção de conhecimento, por meio de projetos de extensão e de pesquisa científica. Pensando nessas disposições, a professora Eldelita Águida Porfírio Franco e a aluna Victória Régia Cordeiro de Souza se propuseram a analisar, no Programa de Iniciação Científica do UNIFSA,  a produção científica do curso de Engenharia de Produção, de 2012 a 2016, levando em consideração a divisão dos trabalhos por subáreas, identificando as principais linhas de investigação, a fim de traçar parte da trajetória científica do curso e o perfil do egresso.



Foi realizada uma pesquisa documental, com base nos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) produzidos na instituição pelos alunos de bacharelado em Engenharia de Produção e seus orientadores. Para análise e classificação do material coletado, as pesquisadoras se ampararam nas disposições da Associação Brasileira de Engenharia de Produção (ABEPRO) acerca das subáreas: Engenharia de Operações e Processos da Produção, Logística, Pesquisa Operacional, Engenharia da Qualidade, Engenharia do Produto, Engenharia Organizacional, Engenharia Econômica, Engenharia do Trabalho, Engenharia da Sustentabilidade e Educação em Engenharia de Produção.



Os resultados encontrados pelas pesquisadoras apontam que dos 146 trabalhos analisados, a maioria dos trabalhos está concentrada nas subáreas de “Engenharia da Sustentabilidade” e de “Engenharia de Operações e Processos de Produção”. As subáreas de “Pesquisa Operacional”, “Engenharia de Produto” e “Educação em Engenharia de Produção” foram as que tiveram menor quantidade de trabalhos científicos produzidos. “Foi um dado interessante da nossa pesquisa, que mesmo se tratando de um curso considerado de ciências exatas, os trabalhos científicos, em geral, não estão dentro da área de exatas, utilizando outras vertentes também abarcadas pela Engenharia de Produção”, explica Victória Régia.



As pesquisadoras pontuam que o resultado da pesquisa é bastante positivo para refletir sobre o curso de Engenharia de Produção e sobre a formação dos profissionais. “A gente pôde identificar pontos de fragilidade e melhoria, por que os alunos não têm estímulo em produzir em determinadas áreas? Quais são os fatores que influenciam nessa escolha? Afinidade? Mercado de trabalho? O tipo de metodologia da disciplina? Isso já seria outra pesquisa, mas tivemos a oportunidade de pensar esses questionamentos após o levantamento feito. E é exatamente isso que a Engenharia de Produção procura fazer, analisar os processos, buscar a otimização e a melhoria contínua”, finaliza a aluna Victória.



 
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