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PIBIC UNIFSA: Equipe faz análise da postura, flexibilidade e força de preensão palmar em atletas de voleibol das seleções do Piauí

Com a proposta de verificar como a postura e a flexibilidade influencia a rotina dos treinos de atletas das seleções de bases do Vôlei piauiense, a equipe de pesquisadores formada pelo Profº Drº João Batista Mazullo Filho e os acadêmicos de Fisioterapia do Centro Universitário Santo Agostinho, Consoello Vieira Pedrosa e Camila de Araújo Lima, realizaram um levantamento de dados através de avaliações para poderem construir protocolos que pudessem melhorar o rendimento dos atletas. Além de observarem as mudanças significativas na melhora do rendimento dos atletas, os pesquisadores puderam avaliar como o trabalho de fisioterapeuta é importante no esporte.


De acordo com a acadêmica Consoello Vieira, a equipe foi até as quadras onde as equipes treinavam diariamente e observaram como cada atleta de comportava durante o treino. “Lá no ginásio a gente observou e depois iniciamos as avaliações individuais. Essa avaliação era feita através de uma fotografia que fazíamos em um fundo branco analisando alguns pontos ósseos dos atletas. Analisamos a flexibilidade com  Banco de Wells, onde o atleta empurrava o banco até o final, sentado, com as pernas esticadas e a gente pegava sempre o maior número da avaliação. Ainda fizemos análise da força de preensão palmar, que era feito com dinamômetro, que era analisado tanto o membro esquerdo, quanto do direito”, explicou.


O objetivo dos pesquisadores era reunir os dados gerais dos atletas de vôlei para formular um protocolo exclusivo de exercícios que pudessem corrigir possíveis incorreções na postura e flexibilidade dos esportistas. “Após essa avaliação era feito a aplicação do protocolo de exercícios, que eram 12 posições em que cada uma delas eles se mantinham por 30 segundos e a gente sempre dava um intervalo de um minuto entre cada posição. Após isso, eles iniciavam o treino e após o final do treino a gente realizada outra avaliação onde avaliávamos somente a flexibilidade e a força de preensão palmar para ver realmente o efeito que o protocolo teve antes e após o treino”, explicou a aluna.


O professor pesquisador, João Batista Mazullo, explica que a pesquisa é mais um trabalho desmembrado do Projeto Viva Vôlei, que integra as atividades de extensão do Unifsa e promove atendimento especializado aos os atletas das seleções, que incluem acompanhamento nutricional, avaliação física e diversas outras ações. No campo da Fisioterapia a pesquisa se propôs a observar, também, as principais alterações posturais, que foram: a anteriorização da postura, anteriorização do ombro, antiversão pélvica, laterização da patela e dos maléolos.



“Podemos concluir que o protocolo teve efeito significativo para as seleções em qual foram submetidas, resultados estes que melhoraram o desempenho, pois obtivemos atletas que conseguiram mudar de categoria, ser selecionados para outras seleções, como é o caso da Seleção Brasileira. Então teve resultados bastante positivos e premiações também”, disse o professor.


A equipe já recebeu premiação do trabalho na 8ª Jornada de Fisioterapia, que ocorreu em maio deste ano e ainda pretende disseminar os resultados em outros eventos acadêmicos. Para as alunas a experiência foi de grande importância não só para o currículo acadêmico, mas foi possível que elas tivessem um visão mais ampla da atuação do profissional da Fisioterapia.



 
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