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Pesquisa avalia habilidades investigativas do professor e seu impacto na formação do pedagogo




A qualidade da educação de uma comunidade passa, entre outros aspectos, pela qualidade dos seus educadores. Isso faz com que seja cada vez mais necessário se pensar sobre o processo de formação de pedagogos, profissionais que trabalham com esse objeto tão dinâmico e em constante construção, que é a educação.



A fim de compreender a importância da pesquisa no processo de formação de pedagogos, a professora do curso de Pedagogia da Faculdade Santo Agostinho, Ma. Jeiel Maira Lucena da Silva, juntamente com a aluna Ana Paula de Sousa da Cruz, desenvolveu o projeto “O impacto da prática docente do professor pesquisador na formação do futuro pedagogo”, vinculado ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/FSA).





A pesquisa teve como objetivo avaliar a influência da habilidade investigativa do professor do curso de Pedagogia no atendimento às necessidades de aprendizagem dos alunos e, consequentemente, na sua formação como futuros pedagogos. De acordo com a professora Jeiel, é preciso pensar a formação do pedagogo tendo como base o pensamento científico: “O perfil do pedagogo de hoje não suporta mais o profissional que age por instinto, baseando-se no senso comum. É a ciência que dá sustentação à sua formação e ele tem que buscar na ciência os aportes para enfrentar os problemas que encontra, tendo uma visão mais ampla do que seja a Educação”, comenta a docente.





Para a realização do estudo foram realizadas entrevistas com alunos e professores do curso de Pedagogia da FSA a fim de identificar de que modos o professor utiliza a pesquisa como ferramenta pedagógica e como isso tem reflexos na formação do discente. A professora Jeiel afirma que o perfil do pedagogo está diretamente ligado ao perfil do cientista: “Nós tentamos desmistificar essa ideia de que todo mundo pode ser professor ou pedagogo, porque ainda existe uma relação muito estreita entre o conceito de pedagogo e de professor”. Ainda de acordo com a docente, “embora a docência seja a base da formação e do exercício profissional do pedagogo, ele pode exercer outros cargos que estejam ligados à educação, já que a Pedagogia é uma ciência voltada para a educação e não apenas para o ensino, o que seria uma visão muito reducionista”.







A equipe aponta ainda para a necessidade de compreensão das diferenças entre o processo educativo e o processo de ensino-aprendizagem. Ana Paula, que estava no último período do curso durante a finalização do estudo, afirma que a experiência de participação na pesquisa foi fundamental para sua formação: “A pesquisa contribuiu bastante para que eu desenvolvesse o pensamento crítico-reflexivo que será necessário para minha atuação como futura pedagoga”, comenta. Para a professora Jeiel, o trabalho contribui para que o aluno alcance autonomia cognitiva: “Eu acredito que se a gente investir no aluno nessas condições, teremos maiores possibilidades de termos também pedagogos com maior autonomia diante dos problemas que enfrenta”, pontua.



Ana Paula destaca ainda que o estudo contribuirá para a melhoria da prática docente do professor pesquisador no curso de Pedagogia. Afirmando que a participação na pesquisa foi uma oportunidade para autoavaliação enquanto docente do curso de Pedagogia e pesquisadora do PIBIC, a professora Jeiel diz: “A Faculdade Santo Agostinho está no caminho certo. Eu vejo que o próprio programa, cada ano fica melhor e com essas experiências a gente vai amadurecendo e melhorando”.




 
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