Tamanho da letra A+ A-
 

Docente do curso de Farmácia do UNIFSA, Manoel Pinheiro defende tese de doutorado na Universidade Luterana do Brasil (RS)


O professor Manoel Pinheiro Lúcio Neto, docente do curso de Farmácia do Centro Universitário Santo Agostinho, defendeu sua tese de doutorado intitulada “Caracterização de células estromais derivadas de cordão umbilical em recém-nascidos de pacientes com diabetes gestacional“, produzida no Programa de Pós-graduação em Biologia Celular e Molecular Aplicada à Saúde da Universidade Luterana do Brasil – ULBRA, em Canoas (RS), sob orientação da Profª. Dra. Melissa Camassola.


Para realizar sua pesquisa na área de células-tronco e engenharia de tecidos, o professor Manoel recebeu incentivos através do programa de qualificação e formação continuada do UNIFSA. Conforme relata, em sua pesquisa, trabalhou com diabetes mellitus gestacional, um dos transtornos metabólicos mais comuns em gestações, que pode provocar alterações funcionais em várias células, além de anormalidades no desenvolvimento fetal: “Estudamos as células estromais derivadas do cordão umbilical humano, que podem sofrer diferenciação adipogênica, osteogênica e condrogênica in vitro. Diversos estudos têm demonstrado seu potencial terapêutico em vários modelos de doenças humanas. No entanto, os efeitos biológicos das principais complicações da gravidez, como o diabetes gestacional, nas propriedades dessas células permanecem ainda desconhecidos”, explica Manoel.




Para o desenvolvimento da tese, o professor analisou 372 prontuários de gestantes da Maternidade Dona Evangelina Rosa – considerada um centro obstétrico de referência do nordeste brasileiro -, coletando dados sobre os principais desfechos materno-fetais. Além dos prontuários, também foram isoladas e comparadas células estromais do cordão umbilical de gestantes normais e pacientes com diabetes gestacional. Segundo afirma o professor, os resultados obtidos a partir da pesquisa apontam que “o diabetes mellitus gestacional está relacionado a desfechos materno-fetais desfavoráveis, porém não influencia de maneira significativa nas características das células estromais derivadas do cordão umbilical”, disse. Ainda de acordo com o docente, novos estudos, com maior número amostral, poderão contribuir para confirmação dos resultados encontrados.


 
LEIA MAIS