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UNIFSA promove oficina sobre inovação tecnológica em parceria com a Academia de Ciências  Farmacêuticas do Brasil




Na manhã desta sexta-feira (08/06), o Centro Universitário Santo Agostinho (UNIFSA), juntamente com a Academia de Ciências  Farmacêuticas do Brasil, promoveu a “Oficina de Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual”, realizada no auditório Manuel Cipriano Lira (SEDE). O evento é promovido em parceria com o Conselho Regional de Farmácia do Piauí (CRF-PI) e a Universidade Federal do Piauí (UFPI).



De acordo com a professora Ma. Joseana Leitão, o evento visa “à busca de profissionais com essa visão no mercado, que estejam engajados nessa busca e melhorias das ciências farmacêuticas, não somente na tecnologia, mas na área acadêmica”. Durante o evento, a professora Joseana Leitão foi, juntamente com outros profissionais da área, premiada com a “Láurea João Florentino Meira de Vasconcellos de Inovação Farmacêutica”. Além dela, o atual reitor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), professor Dr. José Arimatéia Dantas Lopes, também foi homenageado.





Essa é a primeira vez que membros da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil vêm à capital piauiense com o intuito de realizar a formação sobre inovações e patentes na área de Farmácia. O presidente emérito da entidade, Lauro Moretto, explica que a associação é formada por pessoas já formadas há algum tempo, com conhecimento da profissão em todos os seus eixos temáticos. Para ele, é importante mostrar aos jovens e professores que ainda existe muito a ser feito em prol da área: “O que foi feito e está consolidado é ótimo, mas tem muita gente que sofre de doenças que não são atendidas, tem serviços que não são os melhores e para isso a gente tem que inovar, substituindo o antigo por algo mais eficiente, mais importante, mais econômico e mais útil às pessoas. Precisamos estimular os estudantes e professores a perseguirem coisas melhores”, ressalta.





O evento tem por objetivo aproximar profissionais regionais e disseminar conhecimentos sobre as mais diversas oportunidades para inovação no segmento farmacêutico, dentro de um contexto histórico e com vistas ao futuro. Além disso, ainda busca disseminar conhecimentos sobre propriedade intelectual, especialmente sobre o uso de patentes e informações tecnológicas em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, assim como temas essenciais para a efetiva tradução de ciência em desenvolvimento tecnológico, econômicos e sociais.



No turno da tarde, Henry Suzuki foi o responsável por falar aos alunos sobre a importância das patentes e como estas devem ser efetuadas dentro do mercado farmacêutico e sinalizou para a importância com o cuidado aos direitos autorais e propriedade dos autores: “Você cria um conceito novo, pois não vai querer que ninguém o copie. Marcas são muito importantes e temos exemplos no Piauí, de farmácia manipulada, que emprega 160 funcionários no estado, sendo uma das maiores empregadoras do ramo”, pontua.



Durante sua fala, o farmacêutico, destacou a importância dos futuros profissionais entenderem o que é uma patente e brincou: “Quando perguntei quantos tinham visto uma patente, quase ninguém levantou a mão, mas quando perguntei quem nunca viu uma patente, um monte de gente levantou a mão. Google me mostre o que é uma patente? Faz o teste aí! Você pega uma patente sobre um produto, que pode ser sobre uma molécula, processo de síntese ou purificação, como eu faço comprimido e embalo e assim por diante. Não existe uma patente no produto farmacêutico, pois um único produto pode ter várias patentes que o protegem”, avalia Henry Suzuki.





O farmacêutico também destacou que qualquer empresa do ramo que seja decente, que esteja viva no mercado e competitiva, por não ter um produto, precisa se atentar, pois segundo ele o normal é que se tenha 10 ou 12 patentes. “Logo no início das minhas conversas tento sinalizar que existem dualidades dentro da área, uma coisa é saber se apropriar das nossas criações, e a outra é que nesse mundo de produção intelectual temos muitas informações. Quando uma empresa quer registrar uma marca ela faz e trata, pois a marca é dela. Você precisa monitorar as marcas dos outros. Hoje ninguém registra marcas se não tiver de olho no mercado”, finaliza.


Texto: Victor Santos e Joana Cardoso (Estagiários)

Revisão: Ana Isabel Freire


 
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