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CBCS 2019 discutiu os temas da Inovação, Diversidade e Sustentabilidade

Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas, foi a grande norteadora da programação do CBCS – Congresso Brasileiro Ciência e Sociedade: Inovação, Diversidade e Sustentabilidade, realizado de 3 a 5 de outubro, em Teresina – PI, pelo Centro Universitário Santo Agostinho (UNIFSA). O CBCS tem como objetivo aproximar a sociedade das práticas científicas contemporâneas, bem como cooperar para a divulgação científica. Por meio dos marcadores Inovação, Diversidade e Sustentabilidade, o CBCS irá nortear as suas contribuições acadêmicas para o bem-estar social, seguindo os 17 objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Outro importante objetivo do CBCS é possibilitar a divulgação das atividades de pesquisa realizadas por estudantes de graduação e de pós-graduação (lato sensu e stricto sensu) de diversas Instituições de Ensino Superior do país, nas suas diversas modalidades.


No dia 3 de outubro, a solenidade de abertura do CBCS 2019 contou com a participação da Reitora Yara Maria Lira Paiva; da Pró-Reitora de Ensino Ma. Antonieta Lira Silva; do Pró-Reitor Administrativo e Financeiro Dr. Átila de Melo Lira; da Coordenadora Financeira Indira Maria de Melo Lira Pereira da Silva; da Coordenadora do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP UNIFSA) e representante do Comitê Organizador do CBCS Dra. Liana Dantas da Costa e Silva Barbosa e do egresso Walicy Cosse Silva, representando os monitores do evento.


A reitora Yara Lira iniciou sua fala reafirmando o compromisso do UNIFSA em promover uma educação com base humanista, crítica, ética e capaz de transformar a sociedade. E que esses são pontos fundamentais da missão institucional e que passam pela produção de conhecimento e de ciência. “Com este congresso, nos propomos a discutir algumas das questões mais inquietantes de nosso tempo: como conciliar desenvolvimento e preservação ambiental? Como conquistar o progresso sem abdicar da qualidade de vida?”.



A Pró-Reitora Antonieta Lira e Silva, presidente do Comitê Organizador do CBCS, também destacou que a ciência tem um papel significativo em vários temas da Agenda 2030, especialmente, no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável e a adoção de um estilo de vida mais saudável. “Estamos cada vez mais cientes de que a vida é um sistema complexo, que possui uma miríade de elos e interconexões entre seus componentes. E à luz desse reconhecimento, o Congresso Brasileiro Ciência e Sociedade abre um importante debate sobre as relações entre Inovação, Diversidade e Sustentabilidade”, disse.


A conferência Magna do CBCS, com o título Ciência e Sociedade: Caminhos para a Inovação, Diversidade e Sustentabilidade, proferida pela profa. Dra. Irenilza de Alencar Nääs, engenheira pela UNICAMP e mestre em Agricultura pela Cal Poly State University. A professora, que concluiu seu PhD em Agricultural Engineering na Michigan State University, em 1980, hoje é professora titular na Universidade Paulista (UNIP), desenvolvendo pesquisas em redes de produção de alimentos. Ela é ambém professor colaborador na Universidade Estadual de Campinas e na Universidade Federal da Grande Dourados, Brasil e na Florida University, EUA. A conferencista avalia que os ciclos muito curtos e intensos de mudança tecnológica tem deixado as pessoas atônitas.




“Hoje, é a tecnologia é algo muito diferente do que era no passado, e temos que lidar. Muda como nós vivemos. As Smart Cities, cidades planejadas e conectadas são o futuro. Em Vancouver, por exemplo, você pode alugar o carro por aplicativo. Você pode escolher um carro como também uma moto, bicicleta. E o carro, em si, é conectado. A tecnologia deixa a gente diferente. A sociedade vai ter que lidar com esse tipo de estresse. As coisas mudam em um tempo absurdamente curto e esse ciclo curto deixa a gente atônito, sem saber muito o que fazer. Hoje, o escritório está na palma da mão. O telefone de discar era usado há 20 anos, mas, hoje, uma criança de 9 anos não sabe mais o que é isso”, conta.

A profa. Dra. Irenilza de Alencar Nääs acredita que a inovação e a tecnologia pavimentam a estrada para o futuro e podem trazer prosperidade para as pessoas. “Eu tenho um exemplo dos Estados Unidos na virada do século passado. O país tinha a maior agricultura do mundo e cerca de 85% da população era envolvida com a produção de alimentos. Hoje, somente 5% da população está envolvida com a produção agrícola, mas os EUA continuam na dianteira justamente devido as tecnologias. Então, para onde foram as outras pessoas? Para as cidades. Há o atual problema de superlotação das cidades. E o emprego? A tecnologia de um robô, não nasce em chocadeira. Alguém vai ter que desenvolver. A internet das coisas ainda é um desafio e exige um perfil de profissionais bem diferente. Na verdade, a criatividade é uma ponte pedagógica entre a tecnologia e o desenvolvimento”, explica. Para ela, muita coisa mudou no setor de educação: “O ensino requer professor e o aprendizado exige esforço pessoal”, disse. “O grande desafio hoje é como motivar os alunos hiperconectados, que obtêm respostas às suas questões perguntando diretamente ao Google. O que ele tem hoje na mão hoje é informação, não é conhecimento”, reflete.


 
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